terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bifurcações da Vida

Entre rodovias e bifurcações têm-se à frente as decisões da vida.
Viajar em rodovia reta e com suas repentinas curvas tem seus riscos e decisões, mas nada comparado ás bifurcações que elas trazem - na vida.
Opções atraentes que te convidam no mesmo fluxo e refluxo a caminhar por elas, uma mais atraente que a outra, mas ambas em si mesmas escondendo seus buracos do caminho. Pior que obstáculos sutilmente escondidos em suas poças d’água e falsa profundidade e justificada por falta de verbas, e Carlos Drummond que nos de licença para parafraseá-lo e atualizá-lo:

No meio da rodovia tinha um buraco
Tinha um buraco no meio da rodovia
Tinha um buraco
No meio da rodovia tinha um buraco.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida das minhas viagens tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio da rodovia
Tinha um buraco
Tinha um buraco no meio da Estrada
No meio do Buraco tinha uma Rodovia...
Os carros que o digam...

São as bifurcações...
O que fazer quando a 100km/h se depara a uma bifurcação à frente?
Fechar os olhos não é o caminho, muitos assim disseram, quaisquer uma não é o caminho, muitos assim se perderam, mas o que fazer, o que pensar, o que ouvir? Apenas reduza a velocidade e observe!
Observe as placas acima e ao lado...
Nossa distração e preocupação nos conduzem em tão alta velocidade, é como se as placas não existissem...
Reduza a marcha, tire o pé do acelerador...Não é preciso nem parar, apenas acelerar menos...E as placas quase invisíveis e desapercebidas se tornam mais nítidas e legíveis.
Na rodovia da vida existem placas que a velocidade do nosso dia a dia nos impede de percebê-las. Placas que nos ajudam a viajar bem...Pessoas que enxergam além da nossa velocidade, afinal, quem ta dentro não percebe o vôo do carro...Pessoas podem te aconselhar ante as bifurcações, dizer o que conhecem das opções de vias, da vida da historia...Sua reduzida na “marcha das coisas” te darão a capacidade de analisar melhor, perceber o melhor.
Atente para gente que já passou por tais rodovias, que conhece as bifurcações e vias, gente como a gente, mas que de forma sutil nos conduz para lugares mais seguros e rodovias que nos levarão ao destino final...Uma praia talvez...Uma festa talvez...Um parque talvez...Para casa...Sempre.
E se por acaso errar na bifurcação da vida, não se envergonhe de pegar o primeiro retorno!
By Tony Edson

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Olhar da multidão

Todo drama da ida poder-se-ia transformar na vinda se um olhar se cruzasse, o meu e o da doce senhora. Acompanhei na multidão até que entrei na minha caverna da desilusão e pra minha surpresa...Ela olhou, mas não a vi.
Por que não perseverei no meu olhar, por pensei que não sou bom o suficiente ou ruim para ser olhado, para ter mais uma oportunidade, para o que se perdia querer ser achado!
Maldito sou pela minha desistência e carrego dentro de mim o olhar da doce senhora que não olhei, perseverança que não tive ao julgar sua passagem e ida pela multidão.
Céus e terra e seus firmamentos abençoam-me com o olhar e não tirar os olhos da doce senhora divina...Pensei não mais tê-la, mas perdi por tirar o olhar... Quantos se perderam ao tirar o olhar do seu precioso alvo, quantos se submergiram nas ondas revoltantes do vento contrario quando simplesmente andariam mais sobre as águas...Sou um desses...Naufrago da multidão.
Não desista da oportunidade da linda senhora, ela ainda pode estar olhando para você...Persevere mais um pouquinho o risco é ter certeza que ela se foi ou perceber num leve sorriso o retorno da oportunidade da sua vida!
By Tony Edson

Perdida da multidão.


Após um abraço um adeus, e lá se vai seu grande momento na multidão, você acompanha seu rebolar enquanto desaparece entre tantos corpos, lá se vai seu momento perdido na multidão. Ela se vai, não olha para traz, ela se deu por um momento, ela se perdeu em você num momento, mas você a perdeu na multidão, lá se foi seu momento, sua oportunidade.
Pouco a pouco ela se vai, sem olhar para traz, sem se arrepender do que faz, cada instante que a vejo mais ela se distancia...Deveria ter gritado, deveria ter seguido, deveria...Mas não poderia perdê-la...Lá se foi o meu momento, as minhas horas, a minha senhora...Volta dizia minha alma, mas nada se ouvia em resposta, apenas os seus passos na multidão. Quando a terei de volta, quando terei seu abraço e menos que seu adeus? Perco a cada dia a esperança do retorno dela, mas me alimento com a esperança de que abraços nascem de gritos de esperança. Abraça-me senhora, deixe-me mostrar que eu valho a pena, dá-me mais de ti por um momento em mais uma viagem e não a perderei novamente na multidão. Não perderei as oportunidades que me abraçam docemente e se despedem implorando para serem agarradas e não mais largadas. Quantas oportunidades minha senhora você já me deu e eu deixei ir embora, volta em boa hora, deixe-me sonhar com você. Prometo beijá-la no rosto senhora, dizendo que amo a oportunidade que tenho em você!
Não perca as melhores oportunidades que te abraçam, pois se não agarrá-las se vão à multidão da vida e outros a abraçam no correr da historia.

By Tony Edson

Corrida ao lago dos detalhes


Envolta do lago no pisar da mesma pista onde passos e passos são dados consequentemente até que em algumas voltas a mente se acostuma com o lugar pisado, a paisagem que encantava ao redor do lago parece cada vez mais um quadro inerte que não muda apesar de suas vastas olhadas...

O cantar do pássaro já não tem tanta melodia, o solavanco do jardineiro não molda sua vista, o sol é tão intenso como na volta anterior...as árvores dançam a mesma dança alternando seu gingado, mas estão ainda ali...

O que inspira se tornou gélido, apático, inanimado sem graça. O corpo cansa, o suor desce e nada mais acontece...sua mente ali já não mais está...tudo virou normal, banal. O tanto ver não te faz crescer, não te faz pensar, não te faz... o banal se faz presente trazendo em fitas e laços o desencanto do por do sol e resta apenas o teu cansaço...

De mais uma volta, olhe tudo de novo, agora por outro ângulo, perceba que a teia da aranha já cresceu, já tem seu inseto, olhe por outro ângulo, procure o que não estava lá volta anterior, veja as mesmas árvores, mas observe mais um detalhe, pense no que ela é que não esta a sua vista, veja o ar que ela produz, veja o bosque que ela forma, jogue uma pedra na água e siga as ondas se formarem, pequenas sim, mas desenham algo naquilo que não estava lá. Chame no comum a existência do especial, chame no normal a presença da lembrança, que não será a mesma, se renova quando dela se lembra, chame o divino para o surto, chame a luz para a escuridão, chame para rotina o novo que está presente nos detalhes ao redor do lago, corra, canse, mas deslumbre o que ali se há...
by Tony Edson

Alma doida apaziguando-se...


Sentimentos que oscilam dentro de mim, vôos entre o querer e não poder, o ser, o ter e parecer... Santo, profano e humano, das linhas que separam ou será que se unem? Das duvidas e certezas, nelas o incomodo em ambas existirem...Num mundo do avesso me atrevo a viver sem saber muito bem se estou vivendo o que deveria, de repente falo de uma vida “além” com a minha “aquém” e quando me pego pensando que a “além” não é tão real e acostumo na “aquém” quem diria... A “além” me visita: Sou real. Meus desejos sombrios e nobres brigam pela minha alma, se desesperam em assumir o controle e sinto-me um fantoche em suas mãos...Quando penso que os dominei chega o orgulho e ao seu lado a humildade e a guerra continua e sou a bandeira a ser conquistada e alçada.
Vivo num mundo de paz com guerra e ambos gritam dentro de mim e mudo esse mundo com meu mundo inconstante dizendo: Não existe a paz!
Caminho sabendo e ás vezes sem saber, mas caminho, não paro...Percebi que ter todas as respostas é impossível e achar que as tenho é possivelmente normal. Não brigo mais com os que pensam diferente de mim, descobri que na minh’alma que já mudei tanto que respeito o que o outro pensa...Gostaria que ele fosse igual a mim, mas oscilo novamente entre o amor e egoísmo...Não quero ser igual a ninguém, pois ninguém quer ser igual a mim, e assim descobri que não devo ser...Percebi alguém dentro desse mundo que com tanta oscilação se mantém firme com os “in-convictos”... Tornei-me seu fã, sento-me no seu divã, perco-me em suas palavras, que entende as ausências das minhas, sento aos pés dele, ouço seus questionamentos que me levam a questionar minhas certezas e caminhar até sem suas respostas acreditando que apesar dos pesares e o peso que insisto em carregar...Sou aceito! Sou amado! Sou mudado em meio a minha alma turbulenta!
E isso, basta!
By Tony Edson

Paixões e Amores.


Um olhar, um sorriso, uma palavra, um gesto, um beijo, um toque, um tempo, um encontro, um sexo e uma história avassaladora que nasce.
Teu ar passa ser o mesmo, teu tempo para com a pessoa e a pessoa para em teu tempo...Tudo é nada ou tão pequeno diante do tudo de uma paixão.
Teu mundo se torna galáctico, sua galáxia um universo e ela tua vida... Não vê a hora de vê-la e acende uma vela e lança-se num mar num barco à vela e vai navegar entre mares e emoções com ela... Num destino sem fim...Numa paixão infinita...Com o fim de começar uma nova vida...
Até que o tempo passa e tudo sutilmente se torna mais normal...Vê-la é a velha história que não queima como no inicio...A avassaladora certeza da lugar a sutil dúvida...Onde está a paixão? Queimou-se todo meu amor...
E no mesmo mar outrora navegado tem-se inicio a uma vela acessa no barco que se ateou na vela do barco e vê-la no mar deixou de ser sereia, passou a ser um monstro marinho.

Meu amor acabou...Preciso de paixões!

E a história que se constrói navegando em tempestades e bonanças dá-se lugar a uma nova paixão...E vamos vivendo de paixão em paixão e correremos o risco de naufragar sem boiar no amor.

Quando a paixão se desvanece no mar das tempestades, e o sentimento já não faz o coração bater mais forte, pois você encontrou as escamas mal cheirosas na sereia da sua paixão... Quando percebeu que a sereia apaixonante tem cheiro de peixe...Cria-se a oportunidade de descobrir o que é amor.

A Paixão negligencia o lado de peixe da sereia, mas o amor é uma escolha com todo o cheiro e escamas que a sereia possui.

Amor é uma escolha adulta pra navegantes que sabem que a paixão faz parte, mas não perdurará pra sempre...Pode ir e vir na sereia, mas em amor não abandona o peixe...

Navegar a procura de outra é correr o risco de ser um marinheiro de primeira viagem, e não descobrir o gostinho gosto de gostar de amar.

Paixão faz parte do mar e do encontro da sereia...Conduz-te a ela e a traz para seu barco...O descobrir suas escamas é um convite para o amor que vai além das limitações e defeitos... É para marujo do mar...Carimbado pela vida e pelas ondas que ela traz.

Mas cuidado! Sempre haverá sereias ante ao seu barco e sacudindo seu coração! E isso não significa que você não ame a sereia da mocidade, mas pode vir a destruir o lindo aquário que você criou.

Mas cuidado com o canto de sereias alheias...são tão sedutoras quanto ao canto que um dia você ouviu e se apaixonou marinheiro!

By Tony Edson

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

UNÇÃO DO VOTO – Um novo rei.


Num frasco tão pequeno e frágil entre os onipotentes que se apresentaram, o experiente Samuel se deixou levar pelas aparências.
A Eloqüência de um, a Beleza de outro... Mas quem diria que o grande Rei seria o pequeno frasco, ou o pequeno Davi.
Não possuía tanta experiência, nem em idade nem em preparo, mas para contrariar as expectativas de Samuel e companhia limitada, Davi foi eleito por Deus como o Rei de Israel.
Realmente Deus não se leva pela aparência ou tamanho e linha do frasco...Ele vê o coração.
Mas não somos Deus e muito menos “deuses” para conhecer o coração das pessoas, essa é a realidade!
Somos levados pela aparência, eloqüência, diplomas, promessas e muitos por um caminhão de areia...
Observar o preparo é importante, perceber se é um grande guerreiro, mas sem coração nada disso resolve...
Diplomas e promessas não fazem o caráter de um grande Rei, Saul possuía tudo isso, grande e robusto, mas um péssimo rei.
Mas o que fazer com a “unção” que nos foi confiada de “ungir” o nosso rei?
Escolher um despreparado simpático de bom caráter ou um preparado robusto de caráter duvidoso?
É uma “sinuca de bico” o risco do erro é sutil e presente, então nos resta um caminho... Conhecer o “candidato” tanto em campo de guerra, Abinadabe, e também no seu dia a dia no pasto nas pequenas coisas onde se encontra o caráter, Davi, e principalmente estar em conexão com Aquele que vai além de tudo isso, que pode nos orientar nessa “unção – escolha” de um rei para nossa terra.
Conhecer o guerreiro e o seu caráter são ideais que nem sempre são reais, mas é um caminho a se buscar caso nos preocupemos realmente com nossa terra – cidade, se política significa “amor a polis” e polis é cidade, sendo assim, somos “políticos” nesse sentido e temos que ungir com consciência o rei.
Nossa parte é analisar e observar tais características e estar com o nosso coração em conexão com o coração do Rei dos Corações.
By Tony Edson