terça-feira, 18 de agosto de 2009

DECISÕES

Na vida todos tomam decisões!
Umas de cunho mais abrangente outras mais reduzidas.
Umas mais complexas outras mais simples.
Na vida todos tomam decisões!
Uns gostam de tomar por outros,
Outros gostam que tomem por si,
Uns decidem a todo tempo
Outros tardam a decidir
Na vida todos tomam decisões!
É inquestionável que a vida é a somatória das decisões,
E a qualidade da vida é determinada pela responsabilidade com que as tomam.
Mas por melhor que seja as decisões, vida vivida de verdade,
É a decidida pelo autor da Vida!
Decida viver a melhor de todas as decisões,
Viver com aquele que decidiu viver, morrer e ressuscitar por você!
Decida nesse momento, não espere o amanha, pois talvez não haja decisão a se tomar,
Talvez não haja amanha para se ver e viver.
Decida nesse momento sua vida, sua história, sua morte e sua ressurreição.
Decida se entregar ao amor daquele que decidiu te amar incondicionalmente
Decida se moldar por esse amor!
Decida se entregar e aceitar a Jesus!
By Tony Edson

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Dilema do Sofrimento.


Dilema que nos traz um lema diante do inquestionável desafio de ser humano.

Lançados em palavras que afirmam uma bondade transcendente de entregar seu próprio ser na pessoa de seu filho, tamanha atitude parece sucumbir diante do dilema do sofrimento.

Galgamos nas linhas da teologia e adulteramo-nos com várias a procura de tal resposta.

Onde encontramos resposta na pessoa do que poderia nos remover de tal dilema e diz nos amar se o sofrer permanece a nos enquadrar?

Velho dilema, velho dilema sempre um novo lema!

Então, brinquemos de “teologizar” aquilo que quando nos visita nos faz lançar pro alto toda sistematização possível.

Penso na existência como preservada por alguém que não precisaria nos permitir existir. Isso mesmo! Perdido foi o direito da existência! Desconectamos-nos da vida em função de uma autonomia na síndrome de sermos deuses e tal aventura momentânea teve desdobramentos eternos...

Mas falar do sofrimento como causa dessa desconexão, ou seja, devido ao pecado não é nada animador e inovador, ainda que não deixe de ser uma verdade.

Mas pensemos na perspectiva da criação, onde tudo fora criado como demonstração e cuidado do amor paterno, cada detalhe caótico ganha forma e vida para um cenário propício do abrir das cortinas do viver da humanidade, mas, a beleza poética inicial do Gênisis de 1 – 2 é abruptamente desfeita pelo horrendo rascunho da tentativa de autonomia do ser humano.

O que era cheio de forma retorna ao caos sendo vazio. O caminhar de uma vida cheia de vida é interrompida por uma anistia rumo à morte. Abre a sepultura, encerram-se os clarins da música que embalava a criação auge de Deus. O Ser humano morreu!

Perdeu o direito de existir.

Mas algo acontece... Aquele que é o criador preserva a criação que não o deseja mais. Deus escolhe em si preservar a existência de seres que não acreditam na existência do mesmo.

Para seres destinados a não existência o dilema do sofrimento passa a ser um pormenor diante da calamidade revertida. Mas a boa poesia de Deus não para por ai, temos a promessa de que o sofrimento é temporário, transitório, passageiro e tudo caminha para o seu fim.

Enquanto isso, o sofrimento é um sinal da graça de um Deus que reverteu a sentença da não existência para existência e ainda deu a proposta da vida em abundância... Que seria outro assunto!


By Tony Edson

terça-feira, 31 de março de 2009

Aparecer...


O velho deitado de querer ser amado...
Latente e gritante é a carência do ser humano pelos becos e guetos a procura de amor, na escuridão acendem uma luz para serem vistos e amados e na luz quebram suas lâmpadas pra chamarem a atenção.
Buscam a visibilidade como um urubu a sua carniça, sobem nos palanques das oportunidades querendo ser admirados, consequentemente, querendo ser amados.
“Falem bem ou falem mal, mas falem de mim!” é o apelo, não bastar ser-humano, tem que os reconhecerem humanos, aliás, discretamente divinos.
Lançam seus nomes em torres celebres para que não sejam espalhados pela Terra, colam suas fotos em outdoors, estampam seus nomes em ministérios, gritam pelas rádios – amem-me! Vejam-me! Aplaudam-me!
A cada dia cresce em mim o pavor dos que assim se comportam, cresce em mim o pavor quando meu coração tais coisas almejam sutilmente...
Precisamos ouvir a voz que deseja calar os gritos do nosso coração que simplesmente nos diz: Este é o meu filho amado em quem me comprazo!
Ouvir no Amado que nos ama e isso basta!
Ouvindo abandone o senso de competitividade no querer ser amado!
Ouvido latejado por um amor de verdade!
Ouve o Amor que te ama sem pedir enquadrejamentos!
Ensurdeça-se ao querer aparecer pra tentar ser...
Você já é...apenas aceite...apenas relaxe...apenas seja amado.


By Tony Edson

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Comunicação - O Poder da fala e não fala.


Acredito que entre os pilares de uma boa construção relacional destaca-se o poder da comunicação.
Usar o poder da comunicação é-nos um instrumento de construção de muralhas ou pontes nos relacionamentos. Enquanto uns a usam para se separar de pessoas, outros sabiamente a usam para se aproximar de outros.
Poder esse que promovem guerras e as apaziguam, lágrimas de ódio e de alegria, que fere e cura, enfim, há poder nas palavras!
Mesmo sendo teólogo, permeado por uma cosmovisão do transcendente, acredito que o poder maior das palavras não está no âmbito espiritual, mas psicológico (pois o ser humano é um ser - psico-socio-bio espiritual).

O que comunicamos em palavras ou com ausência delas pode desencadear uma série de conseqüências benéficas ou não na vida do receptor.
Homens que se calam diante de conflitos relacionais quando deveriam criar pontes através do diálogo, manipulam com o seu silêncio, há momentos que o silêncio é a melhor opção, ou a semelhança de Adão no Éden que se omitiu vendo sua mulher caminhar para uma situação trágica ao comer do fruto proibido, ou quando usam com agressividade no tempo errado do jeito errado.
Mulheres que se retrãem num silêncio mórbido com suas dores e opiniões não permitindo que o outro conheça a dor da sua alma e se definham e definham o relacionamento, ou com um bradar-gritar que a vizinhança já reconhece a voz à distância.
Cabe-nos preencher a lacuna que a não ou mau comunicação cria em nossos relacionamentos, como dizia o historiador e autor C. Northcote Parkinson: “o vazio criado pela incapacidade de se comunicar é rapidamente preenchido por veneno, tolice e falsidades”. Sendo assim, que usemos tal poder para preencher vazios criados usando essa dádiva divinamente humana ou humanamente divina para preenchermo-nos mutuamente inaugurando pontes de comunicação e destruindo muralhas da separação.
Comunicados pelo poder da boa fala e não fala, livres das muralhas da não comunicação, inauguremos um novo tempo em nossos relacionamentos.
By Tony Edson

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Caminhos e passos


Passo a passo tudo passa e passamos sem perceber o compasso das coisas... Passeamos num passeio que passa por nós sem passarmos por ele... A vida passa nessa caminhada e seus detalhes lá se vão, olhando no anseio de serem percebidos, mas passamos por eles... Passado e presente se dialogam a respeito dos nossos passos vazios e sem intensidade, sem vida a passos largos... Como uva-passa secamos sem perceber a doçura da caminhada, nas pegadas que damos... Passeie longe do passado ruim, passei no hoje como se não houvesse passos pro amanhã, pasme, passe a diante dos impecílios, passe pelas portas das oportunidades de mais um passe de mágica da vida. Passe...passeie...caminhe! Pise forte pra não deslizar, pise forte pra suas pegadas ficarem... Pise fraco pra não se machucar, pise fraco pro fraco ajudar... Pise ritimado pra música dançar, pise parado pra cada passo valorizar... Pise, caminhe e ande!

By Tony Edson

domingo, 30 de novembro de 2008

Dose de Culpa faz bem.


Uma dose de culpa é uma dádiva ao ser humano esquecida em sua história ou formadora da história de muitos. Impressionante! Enquanto uns não sentem culpa de nada outros se culpam por tudo. Uns vivem sem consciência e responsabilidade outros cauterizados presos no passado. Mas uma dose de culpa é uma dádiva. Ela nos retira do estado mórbido do erro, a sutileza que nos embrutece como se nada de errado acontecesse. Acredito que uma onda de culpa deveria destruir nossos castelos de areia que ignoram os famintos da nossa nação. Acredito que a culpa para uma sobra no prato deveria nos assombrar em visto da fome que paira nos guetos visivelmente ignorados por nós. Nosso luxo alimentar deveria se culpar quando retira de nós a condição de fazer algo em favor de um necessitado. Somos conquistadores e merecedores do que temos? Talvez. Responsáveis pelos que nada tem por contextos sociais? Sempre. Ah se andássemos fora da blindagem dos nossos carros e visitássemos a pé, pois só assim é possível, o “mocó” das cidades. Vi recentemente uma entrevista com uma mulher ex “mocozada”, que escreveu seu passado no craque e prostituição e hoje escreve um presente no samba recuperada e cheia de dignidade. Não conheço os “mocós”, não conheço a ex-viciada moribunda de São Paulo, mas agora conheço a sambista recuperada sorrindo em sua casa e manchete de jornal.
Pobre homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte?
Se ela hoje não fosse uma sambista, eu não conheceria a “mocozada” mulher da vida.
Estranho como valorizamos o mudado e com nova vida, mas os ainda “mocozados” desviamos deles o olhar, pois quando se torna um de nós os reconhecemos...Ironia? Talvez.
Precisamos voltar a experimentar a dádiva da culpa nessa boa dosagem!


By Tony Edson

sábado, 29 de novembro de 2008

O Velho e o seu Cachimbo.


Rosto mapeado pelo sofrimento de uma vida injusta de castigo da desigualdade social capitalista. Ao seu lado os “mansionados” enquanto seus pés procuram um canto à calcada para se aquecer e quem sabe aquela noite conseguir dormir. Pela manhã quando o sono chegar às sentinelas da mansão a convidarão a começar seu sono em outro lugar. O sorriso do velho “encachimbado” pela corrupção espera talvez uma mão a erguê-lo sob os pés cansados, mas o que tem são convites abruptos de chutes e ponta pés nas costas e às vezes com o humor sarcástico um balde d’água fria a lavá-lo. Levanta velho homem antes que o sono novamente se vá sem descansá-lo, afinal de contas, há outras calcadas a te esperar. Veja velho homem, um pão mal comido desprezado por uma boca não faminta, são apenas formigas e um cachorro quase a descobri-lo. Deleita-te velho homem sem seu cachimbo, afinal, o fumo acabou, ou apenas começou? Fume o fumo da desigualdade, pois é burguês o que gostaria de fumar. Coma o pão que o diabo ainda não amassou, apenas foi pisado pelos homens. Um banco, velho homem e seu cachimbo, deite-se, descanse, quem sabe o sono venha, ou até o sono da morte. Já sonhou velho homem? Não com o fumo do seu cachimbo... sonhei com uma vida digna? Com possibilidade de sobreviver? De se alimentar dignamente? De trabalhar? Morar em casa?
Se sonhou não sonhe mais...se não sonhou não ouse sonhar! Tua vida é um pesadelo velho homem e seu cachimbo. Veja os que te reprimem, marginalizam-no, eles tem seus cachimbos da paz. Resta-te o fumo da vergonha de uma nação que dorme em seus palacetes e jogam pães pela janela.
Caminhe no mapa traçado no seu rosto de sofrimento velho homem e seu cachimbo.


By Tony Edson

Poesia das Plumas


Poetizei entre dragões e crianças, em sombras e assombrações, transformei os dragões em meus potros e as crianças em minhas canções. Devaneios e desencontros, entre plumas e escorpiões, amores e temores em paradoxos sem fim. Poetizei na alegria e o poema logo esmoreceu, escrevi minhas tristezas e são poetizadas pelos poetas tristes de alma. Nos troféus fui exaltado, aclamado entre multidões, mas quando a aurora se foi e o fio de prata se partiu as vaias me cobriram, vi o vexame sobre mim. Olhei ao lado a procura de mãos a me ninar, ouvi apenas os sorrisos sarcásticos dos que zombavam sem amar, olhei e olhei até que a poesia me ajudou. Estendeu seu leito a um ser ferido, machucado pelo chão árido da vida, ela me fez ninar, voltou-me para dentro de mim a procura da essência que um dia me inspirou a poetizar. A essência lá estava, aguardando o meu retorno guardado em silêncio gritante a me dizer: o que um dia te fez poetizar?
Olhei para o todo da vida o a vida do todo, percebi que mais que um momento a ferro houve plumas na minha historia. Deitei-me sobre elas recordando o passado e lá encontrei o que as estendeu estendendo novamente para pés sangrados e machucados.
Ah, mestre das plumas e da vida, que me viu entre cortantes gritos a chorar, porque não fez da minha vida de paradoxos um eterno linear emplumado?
Sua voz me garantiu que na dinâmica da vida as plumas ali encontrarei, mas são as marcas feitas pelos escorpiões e seus dragões que me farão reconhecer o valor da poesia entre plumas.
By Tony Edson

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Espelho de Deus



Procurei nas encostas das montanhas, nas grutas inexploráveis, nos despenhadeiros sem fim, nas relvas dos campos, nas minas límpidas, nos riachos e suas cachoeiras, no desembocar das águas no encontro com o mar. Procurei nas florestas adentro, nas planícies abertas e matas fechadas, nos crepúsculos e alvoradas. Procurei nas flores e seus desenhos, seus perfumes e devaneios, nas exóticas a comuns. Procurei, procurei e não achei.
Diziam-me que ao quebrar ou levantar de um galho lá encontraria. Procurei as escuras e tateando entre os achismos filosóficos, procurei e não achei. Procurei dentro de mim, nos meus transes e meditações, silêncio e aberrações. Não encontrei. Procurei no que apontava para o que procurava, até que percebi que tudo isso não passava de um espelho, olhei e não me vi, então nesse espelho, achei-o.

Os céus proclamam tua Glória e o firmamento as obras do teu Poder!


By Tony Edson

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

FÉ E OBRAS - Luz e sombras.


Ouvi essa ilustração e tomarei a liberdade de “ilustrá-la” um pouco mais.

Passeando pela Eternidade, o Criador e Miguel, olhavam os que pós-vida ali estavam em pé, pessoas das mais diversas etnias e histórias, raças e línguas, crenças e religiões, simplesmente em pé em silêncio, nada mais poderia ser feito por eles para mudar qualquer rumo na eternidade.
O Criador pergunta a Miguel se o primeiro a ser olhado tinha sombras. Sim! Respondeu Miguel. O Criador parou e pediu para que Miguel analisasse o que havia por trás da pessoa que produzia aquela luz. Perguntou o Criador: Sol ou holofote? Sol! Respondeu Miguel.

Esse fora conduzido aos lugares mais lindos da eternidade.
Diante do segundo a mesma pergunta ecoa: Sombra? Sim! Sol ou holofote? Holofote, respondeu admirado Miguel.

Esse será conduzido aos lugares mais horrendos da eternidade.
Diante do terceiro nenhuma pergunta é feita e o Criador nem mesmo para. Porque não analisaste a luz deste, Oh Criador?
Respondeu o Criador:

Se este não possui sombra, sequer terá luz!
Deixa-o ser conduzido aos lugares mais tenebrosos da eternidade.

Um dia estaremos nessa situação. Se tivermos sombra, será analisado que tipo de luz está por trás de tal sombra. Se a sombra foi produzida pelo Sol, pelo Criador, pelo Espírito, pelo Filho de Deus, a sombra é boa, é valida é preciosa. Se a sombra for produzida por holofotes será invalida. São luzes artificiais, criadas para sombras que honram a pessoa, apesar de ter obras são motivadas sem a verdadeira luz.
O que não tiver sombras, obras, nem sequer será visto a possibilidade de fé, pois fé sem obras é morta.





By Tony Edson

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

As danças do amor.


As danças do amor.

Embalada pela caminhada e ritmada pelos atritos. Ensaiam na rotina dos entediados abrilhantando a vida a dois. O comum se torna especial e o especial se torna mais que comum. Tangeiam seduzindo-se e encantando um ao outro, a cada dia.
Salseiam a luz de lâmpadas em almoços pobremente caprichados. Sambam com um gingado contornando os problemas requebrando nas soluções.
Lambadiam sensualidade com caricias que contagia o cônjuge sempre restaurando a atração inicial.
Timbalaiam numa espécie de alegria ala olodum com mãos pro alto e compreensão a tocar.
Rapeiam rimando os diferentes gostos a tudo se encaixar.
Rockeiam o cansaço do relacionamento e buscam fôlego só Deus sabe onde é que vão buscar.
Bossanoveiam num compasso delirante, num ritmo alucinante com palavras compostas de sentimentos a se galantear.
Valseiam detalhadamente observando o jeito do outro de amar. Sertanejam com moda de viola contando suas histórias pra modo de um ao outro sempre conquistar.
Bregueiam as tolices das discórdias dançando no fim da noite envergonhando o luar.
Forroseiam nas universidades se preparando para ao outro sempre amar.
MPBeiam seus lugares respeitando o do amado sem esse violar. Internacioneiam às vezes sem a letra entender, mas falam a linguagem do amor como ninguém pode em teoria aprender.
São tantos os ritmos a nos cercar que em poesia poderia ensinar os casais a amar, pois um casal que se ama dança as danças do amor e seus diversos ritmos da vida a tocar. Aprendem a cada dia se amar sem ter medo de errar. Ainda que pisem nos pés um do outro nunca deixam de dançar.
By Tony Edson

Celebração do Sexo - uma viagem a dois no extâse divino.


Falar de sexo sem poesia é ultrajar o que é divino.
O tocar de duas almas na preparação de um olhar ao se consumir em prazer a lençóis.
Corpos que se tocam e se confundem numa dança angelical de pernas e braços, beijos e afagos. Palavras nascem, gestos se criam, jeitos se renovam é a celebração da sexualidade.
A arte da celebração do sexo se diviniza com os contornos e adornos do amor. Uma história junta e ajuntada pelo compromisso de caminhar apesar dos pesares transforma o que pode ser tão egoísta em algo divinal. Cantam nossos poetas e declamam nossos músicos a celebração da sexualidade de um encontro orgástico de duas almas que se amam e se comprometem perante homens, anjos e Deus de viverem esse amor.
Do bom dia da sexualidade ao “dia-bom” da deturpação de tal benção divina. Carinhos e caricias, sorrisos e seduções, risos e seriedade, suor e frescor.
Dizem os psicanalistas e sexólogos que não há contorção de êxtase maior que o momento de um orgasmo sexual. Derramam-se correntes sensitivas que se despejam em cascatas por toda extremidade do corpo, um encontro de sensações indescritíveis, uma alegria que excede as palavras que simplesmente deve ser sentido. Regina Navarro Lins, sexóloga e psicanalista, nos descreve que “é um conjunto de sensações vividas ao mesmo tempo pelo corpo; há perda momentânea de consciência; alterações neuromusculares e endócrinas; vasodilatação generalizada; um aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. É o prazer físico mais intenso que uma pessoa pode experimentar”.
Que prazer e alegria indescritível a Bíblia nos diz que é a presença de Deus e a grande ironia para religiosidade que banaliza ou endemoniza a sexualidade é saber que a sensação mais próxima do que seria o prazer e alegria plena da presença divina é o enrolar-se no canto encantado do orgasmo sexual.
Durante muito tempo às mulheres foram privadas, pelo senso de egoísmo dos homens, de tal divinização e quando elas se viram livres para desfrutar e saboriar tal fruto, frustrou muitos homens com a vida feminina.
Desafiados somos no orgasmo sexual a pensar nos problemas e dissabores da vida, impossível, tudo é belo, tudo é gênesis é genital é geracional é genial é divino. O homem não inventaria tal encontro ou sensação, não há no mundo uma criação que se iguala a tal sensação.
Não é a toa que celebrações cúlticas pagãs envolvem o sexo, pena que com a banalização em orgias, mas que é divino saber que o casal quando celebra a dádiva da sexualidade cultua ao seu Deus.
Um ato de intimidade e aprofundamento de ligação mútua, tão profundo e santo que canonizado é o sexo em Cantares de Salomão sem os legalismos religiosos, mas uma profunda revelação de entrega total.
E saber que Deus quando nos convida para conhecê-lo é a mesma raiz do ato sexual, onde dois passam a ser um e um convive nos dois. Onde as essências se confundem e caminham na alegria de um êxtase divino. Que grande alegria e gozo é o relacionar-se com o Criador, que criou o orgasmo em seus filhos para que juntos em aliança e compromisso desfrutem de tal fruto, sem medo, sem represárias, sem repressões, mas celebrando em amor e respeito o prazer do encontro a dois.
Um sorriso divinal ao êxtase dos filhos aliançados com Ele e um com o outro. Um aplauso divino pela potencialidade da intimidade vivida num compromisso de caminhar a todo instante com o amado e a amada.
Sexo – gozo – orgasmo e prazer são palavras divinamente anexadas em poesia no corpo humano e louvadas na celebração do casamento dos filhos de Deus.

By Tony Edson

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

VERDADEIROS PROFETAS

VERDADEIROS PROFETAS

Eles são discretos, irreconhecíveis por sua aparência. Comuns em meio ao comum e avassaladores quando abrem a boca. Não possuem capas nem roupas brilhantes ou brancas para transmitir um ar de divindade. Suas vozes não são estrondosas como trovão nem sussurram para comover corações, tem seus timbres e tonalidades como falam a um amigo e as multidões. Não são contaminados por jargões mágicos produzidos nos bastidores da religiosidade. Não usam palavras inefáveis, complicadíssimas até para Deus. Eles não têm medo de serem o que são no dia a dia. Levam o humor para mensagem e suas experiências ruins também. Não tem medo de dizer que são humanos, que erram, que pecam, que tem seus vacilos e alvos ainda não alcançados. Falam do que o coração ta cheio e às vezes assusta o transbordar de tal coração. São simples e humildes, uns com casa própria e outros não, uns vão de carro e outros a pé. Não gritam para esconder a falta do que falar. São presentes com os diferentes, estão onde o povo está. Não gostam de palacetes e catedrais e quando ali estão muitos não os convidam para novamente estar. Eles não se sentem bem com o ouro e conforto interno enquanto a vizinhança mendiga o pão. Eles não saem pelos fundos do púlpito e nem entram pela frente rompendo a efeito de gelo seco no corredor central. Rejeitam as propostas sedutoras que os colocariam numa redoma política eclesiástica. Eles sentam no passeio, nos bancos, no chão, nos aviões e ônibus ou caminham a pé sobre chinelo a vão de dedo. Suas orações não são ouvidas ou ditas, são feitas no oculto e sentidas no ambiente, ora como se Deus fosse um amigo pessoal e intimo, assim como Ele o é, choram livremente sem ter medo de serem tachado como fracos, bradam sem temer o rótulo da loucura, silenciam-se ante aos ruídos e aplausos. Tratam o que é santo como santo sem banalizar na boca dos blasfemos, mas até esse tratar é contagiante em amor. São seguidos mais pelo ser do que pelo falar, apesar de suas falas encharcar os corações secos e áridos. Suas palavras têm como fonte o coração de Deus revelado nas eternas Escrituras. Deleitam com o amor que emana de Deus e se iram junto com Deus pelas ações e amam junto com Deus os feitores. As palavras de Deus deixam de ser decorebas sem vida em suas mentes e se tornam palavras encarnadas neles, misturados com o jeito deles, contadas do jeito deles. São profetas. Verdadeiros profetas. Dá-nos estes oh Deus e o mundo não será o mesmo.
By Tony Edson

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Escola de Profetadas. Profetas e Profetizas III


Dicas para se tornar um falso profeta:

Uma grande verdade: Para os profetas atuais não se precisa ser muita coisa, basta aparentar muita, mas muita coisa.

1º Lugar: Aparência - Estética
Começa-se com uma boa aparência, a questão estética. Seu semblante tem que expressar desejo de martírio, traços de santidade gastos em jejuns, sorriso a todo custo, e careta para com o demônio e enfermidade.
Sua roupa tem que expressar pureza, o branco é uma ótima opção, ou quase um ser diferenciado rodeado por uma auréola roupística.
Sua voz tem que soar como trovão despedaçando os cedros do Líbano, afinal de contas, a voz de Deus despedaça, essa distinção não pode existir entre Deus e o profeta, ambos tem que ser os mesmos.
Suas palavras têm que conter unção, mas na forma, na estética, na terminologia, os jargões mágicos do mundo gospel, aquelas que arrepiam a alma.
Suas palavras têm que variar, lentas e sussurradas para que as emoções se contorçam e substitua a ausência de conteúdo.
Palavras oradas em línguas estranhas, pois não saber o que falar em oração para outros ouvirem pode tirar o status de espiritualidade, então, enrole a língua, ninguém vai questionar, mesmo que sejam estranhas até para Deus.

2º Lugar: O Conteúdo das mensagens.
Palavras que falem de vitória sempre, afinal de contas, derrotas já se provam no dia a dia, tristeza e coisa parecida.
Fale que a luta terá um fim, ou o sol já está despontando, afinal de contas, ainda que se leia isso ou se saiba, a dor do momento faz a pessoa querer ouvir algo bom a qualquer custo, e que bom se for por um profeta.
Vitória sobre a derrota, curas físicas, prosperidade, melhor carro, melhor casa, promoções no trabalho, são temas indispensáveis no sermão, leia um texto que fale sobre qualquer coisa, mas torça o texto para terminar nisso, muitos gostam!
Não fale sobre pecado, apenas quando o pecado for argumento para amarrar a pessoa na igreja, para ela se sentir culpada e viver pensando que precisa da igreja do profeta tal, que precisa de você!
Vicie as pessoas em campanhas, isso vai garantir a presença delas em sua denominação, é o que há de moda no momento.
Pregue o imediatismo, afinal de contas, a cultura em que vivemos é fast food.
Pregue o determinismo! Ensine sutilmente que quem está no controle é a pessoa, mas faça isso com a Bíblia, senão eles podem suspeitar que Deus é que está no controle.
Ensine a pisar no diabo, isso levanta a auto-estima, ensine que o diabo é tão grande que ele precisa constantemente viver aterrorizado e preocupado com isso.
Orações para que o diabo não pegue. Jejuns para que o diabo não encontre brecha. Façam correntes e mais correntes e levem se possível o objeto da fé no bolso, na carteira, no pescoço, no tornozelo e até na cueca.
Não frise orações em gratidão pela presença de Deus e limitação do diabo, isso traz uma paz que não é interessante para o negócio. Jejuar tem que ser sempre para obter algo e nunca para agradecer, para adorar, para ser mais sensível a Deus, isso não da Ibope.
Ensine o outro extremo também, que o diabo não existe, é o mal do coração do homem que é personificado por alguns, faça-as viver num desses extremos, o diabo é tudo ou que não existe.

3º Liturgia: O desenvolver da cerimônia.
Bem, isso é importante.
O que vale é suar, uma aeróbica espiritual. Faça a pessoa cansar nos cânticos, aí você terá um auditório mentalmente cansado para uma mensagem, fica mais fácil de manipulá-lo.
Faça com que um suspense seja criado com o preletor – o profeta. Anuncie no decorrer litúrgico que o profeta vem aí. Se tiver como colocar “ecos” na voz dele melhor ainda. Gelo seco em todos os momentos é muito bom! Reproduz uma espécie de “Fumaça de Glória” e mostre que na Bíblia tem isso.
Sessão de Descarrego também é bom. Induzir psicologicamente a pessoa a uma possessão psíquica, ou melhor, uma histeria psíquica. É ótimo o resultado. Em alguns ramos chamam de hipnose.
Invoque também demônios, se for o caso, eles gostam de aparecer e principalmente de serem entrevistados, gostam de ter a atenção voltada para eles, ainda que o nome de Jesus apareça, é Ibope para você e para o inferno, uma parceria que dá lucro.

Bem, há outras dicas, mas essas são suficientes para um ponta pé profético ao gosto do frequês e rentável para o bolso, mas se você percebeu seu chamado profético, não se empresarie.
By Tony Edson

Mudam emudecidos Profetas e Profetizas II


Mudam a aparência para parecer aparentemente com um profeta.
Mudam Deus para que ele pareça e desapareça quando querem.
Mudam a voz para que a sacralização manipule os profetados.
Mudam da eternidade para o tempo presente se presenteando com ouro.
Mudam a fé pelo positivismo camuflado como lei de atrações.
Mudam e mudos não respondem aos ecos eternos da vida.
Mudam sem endereço para palacetes dos fieis.
Mudam e mudam e nada muda na essência dos seguidores.
Mudam a verdade para meia verdade com ausência do seguimento.
Mudam a mudança radical da vida para momentos de pura histeria.
Mudam o paradeiro quando o mau cheiro vem à tona.
Mudam a glória do eterno a um escravo temporal.
Mudam a simplicidade pela megalomania travestida de evangelho.
Mudam, mudam e mudam...
E-mude-ça tal voz profética que negocia o inegociável.
E-mude-ça tal voz profética que sacraliza suas própria leis.
E-mude-ça tal voz profética que manipula a ingenuidade alheia.
E-mude-ça tal voz profética que oprime os pobres extorquindo-os.
E-mude-ça tal voz profética que avarenta os ricos extorquindo-os.
E-mude-ça tal voz profética que encaixota Deus.
E-mude-ça, E-mude-ça e emudeça.
Mudem emudecidos falsos profetas e profetizas.
By Tony Edson

domingo, 19 de outubro de 2008

Profetas e Profetizas I


Vivemos cercados por profetas e profetizas. Pessoas que ecoam no mundo da dialética com seus dialetos espiritualizados onde o sagrado se torna manipulável aos amados profetas. Suas profecias nos esbofeteiam com golpes certos no coração que já sangrado se estanca com suas profetadas.
O mundo pede seus profetas, seus referencias, suas muletas da vida, seus expiadores de uma vida repleta de culpa e sem direção. Quem sacralizar o homem, ter mais que um objeto inanimado como referência de sua fé, mas ter fé na referencia de um novo objeto que manipula o objeto – Deus.
Nessa dança profética Deus dança se tornando um deus que baila conforme a música dos profetas, tocam os instrumentos sagrados importados, os quais o seu deus não pode não ouvir e não pode o não atender. Dança deus com a dança de um povo que olha para seus profetas que te fazem dançar!
Vozes angelicais ressoando como trovam ou sussurrando como sedutores boêmios, profetas e profetizas de um povo cujo fruto é amargo ao pretender ser saboreado. O mundo gosta de profetas, a alma humana busca seus profetas, e os pseudos profetas se fazem ser achados e gostar de tal gostar.
São fontes únicas e irremovíveis da voz do Alto, são controladores do reino do seu deus, fazem com que o reino seja tão obvio que não há espaço para o não acontecer conforme suas palavras.
Ah mundo, oh mundo mudo na voz desses profetas sem Deus com deus.
Vivemos cercados por profetas e profetizas.
Imperializaram-se por todos os meios estão nas salas de casa, estão nos ouvidos do carro, estão à procura de nossos corações. Armaram suas tendas despretensiosamente e agora formaram seus impérios na alma do povo, ditando o que é certo e o que é errado, monopolizando o imonopolizável, prometendo o incerto, e insegurando as verdades seguranças que se podem ter.
Amados profetas e profetizas abram suas bocas e vomitam suas experiências amargas sem o centro em Deus se tornando deuses centralizados.
Vivemos cercados por profetas e profetizas.
Ouse questioná-los, discerni-los, prová-los! Isso não é julgamento, é vida!
Se há tais profetas é porque há seus seguidores, se há falsos profetas é porque há verdadeiros profetas.
Que tenhamos olhos para o mundo e seus profetas e profetizas.

By Tony Edson

sábado, 18 de outubro de 2008

Minha escrita


Permito-me conhecer no momento, momento esse que não se arma e nem se prepara para dizer algo, assim tenho conhecido o sangue da minha alma.
Tudo o que escrevo não ultrapassa 5 minutos de reflexão, não me preocupo tanto com a gramática que compõe o expressar da minha alma, isso explica muita coisa rs, meu português se conturba e se assassina nessa expressividade espontânea. Não me considero superficial ou vazio sendo assim, pelo contrario, quando escrevo no momento percebo o tempo em que tais pensamentos já habitavam em mim. Percebo que quando muito penso retoco minhas palavras e meus pensamentos e perco a originalidade de expressar o profundo, o momentâneo, o sempre que há em mim, os meus sentimentos atuais, o meu hoje.
Minha profundidade é rasa pra muitos e abismal pra outros, mas é pra mim o que sou em formação com toda informação que me cerca, que em mim nasce.
Não prego uns falares inconseqüentes, impensados ou pelos cotovelos, nesse âmbito do falar sem pensar, machucamos pessoas amadas que interpretam mal uma fala mal dita ou recebem como realmente foi e por ter sido impensada nasce à rixa, a ferida, o choro, mas incentivo a tua espontaneidade, eu incentivo a minha espontaneidade. Diante de um mundo tão retocado, recalcado e reprimível precisamos de gente espontânea, gente que foge um pouco da rotina do comum do normal dos estereótipos da fala.
Gosto dos palavrões imorais que escapam da alma do que os que aquietados dentro são maquiados por sorrisos falsos.
Gosto dos beijos impensáveis do que os reprimidos desejos que não são expostos e resolvidos.
Gosto do grito de dor do que o silencio amargurado no coração sangrado e sacralizado.
Gosto do samba cantado do que as canções batucadas sem embalar os que estão à volta.
Gosto do erro manifesto do que a sua ausência, pois se oculta mente.
Gosto de escrever sem as virgulas separadoras dos sujeitos do que ficar sujeito às separadoras palavras que não expressam quem sou.

Seja bem vindo a textos mal escritos, mal digitados e mal corrigidos, descobri com eles como são como minha alma é.
Estou num caminho de alfabetização da alma, onde sentada atentamente com seus erros de grafia. Estou procurando num eterno gerúndio fazer essa viagem processual dentro dela, respeitando-a com suas inconjugações verbais, mas um caminho onde se modela mostrando quem é e como se tem transformado.
By Tony Edson

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quietude no estrondo da alma


São tantas vozes, tantos ruídos, tantos barulhos. Incrivelmente nossa alma sobrevive em um mundo tão falado, gritado e ensurdecedor. Prêmio Nobel para nossa alma. Tantas vozes nos convidam para tantos lados, ante as escolhas vozes nos chamam, ruídos nos enganam, uma conspiração contra o silêncio.
Fiz o teste, fui até um shopping e resolvi prestar atenção nas vozes que ecoavam de varias direções, e o interessante, é que nunca as percebi, até o momento que resolvi ouvi-las mais atentamente. Era um coral gigantesco quase na mesma tonalidade com alguns que extravasavam. Mais a grande descoberta é que as vozes sempre estão lá, todos sussurram, conversam, gritam. Elas sempre estão lá. Por que nunca percebi? A resposta foi obvia, me acostumei com o barulho e esse barulho se tornou meu comum silêncio. Que triste descoberta! Minh´alma é moldada pelo barulho e já nem percebe os estrondos entranhados nela.
Não sei mais o que é minha voz interior ou exteriores que se internaram em mim fazendo-me um CTI ante ao silêncio.
Que grande desafio é o “aquietar e sabei que Eu sou Deus!”.
O problema não é um silencio divino, mas uma inquietude de ondas de vozes que quebram nas pedras da mente nos distraindo ao sussurro e até o bradar divino a nos falar ao coração.
A arte do silêncio é divino num mundo tão profanado pelo barulho, agora mesmo, enquanto escrevo essa inquietude da minh´alma, ouço vozes do som de bandas a cantar, leio mensagem pelo MSN, penso na viagem que farei, na roupa que preciso, no cartão que não posso esquecer.
Dá-nos almas na arte da quietude e teremos a estrondosa voz Divina a ecoar nos becos de um mundo perdido, sem norteadores, ressuscitar em vida e vida em abundância.
By Tony Edson

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Garra e Brisa - Encontro da Ansiedade e Paciência


Num dia confuso e inusitado, sem saber o que chocava numa crosta divina, o deus Garra, deus da ansiedade, viu no Pico da Bandeira o nascimento do deus Brisa, deus da paciência. Garra descreveu seu império, seus castelos habitados pelo mundo afora, o seu poder controlador exercido nas dimensões do seres viventes corpóreos, pobres terráqueos. Narrou seus feitos e desfeitos, contando soberanamente a um bebê, como se fora estórias de ninar.
Veja, disse Garra, as vidas com seus pavores tentando voltar ou ir adiante no tempo, desesperançosas por algo que não se pode mudar, atormentadas pelo que aconteceu e atormentadas pelo que ainda acontecerá.
Veja, disse Garra, como dilacero as almas gerando terror e pânico no âmago dos seres viventes corpóreos, eles não conseguem ver nada além de mim, o mundo se centraliza em meu ser, estou sentado no trono de suas vidas, agarrado no passado, sorrindo no presente e esperando-os no futuro que teimam em viver num eterno hoje, impossível, mas não sabem.
Veja, disse Garra, estou entranhado nos relacionamentos desfeitos, abro moradia para Cidália, deusa do ciúme, que faz morada na destruição dos casamentos.
A expressão de Brisa era de espanto, que no declamar da poesia fúnebre de Garra, crescia e crescia e já não era um bebê, mas um jovem, enquanto Garra falava, pensava Brisa: como poderia um império tão cruel e sangrento instaurado na existência dos seres viventes corpóreos que foram chamados à paz?
É de se esperar, disse Brisa, já dominando a fala no falar de Garra, que pessoas sem respostas e direção dêem lugar a vocês, é da essência dos seres viventes corpóreos clamar pela presença da ansiedade quando algo foge do controle, quer seja o tempo em que se encontrem. Não é novidade, apesar da aterradora destruição que você causa, oh Garra, mas fui enviado dos altos céus, a morado dos deuses, pra trazer o equilíbrio, entre você e eu, entre seu império e meu império.
Os Seres viventes corpóreos não vivem sem você, oh Garra, eles precisam da sua dosagem de ansiedade, para que não sejam ante a vida seres passivos e inanimados, você é a combustão imediata que os levam a tomar atitudes diante da vida, mas não conhecem a mim, Brisa, deus da paciência, que traz limite ao seu poder, oh Garra, fazendo com que tenham ações pela sua presença, mas não sejam encaracolados pelo todo do seu império.
Trago agora, oh Garra, as mãos dos seres viventes corpóreos, correntes, sim, correntes, a partir de agora, mesmo você sendo um deus, eles poderão acorrentá-lo com meu poder permitindo que você vá até o ponto de reação deles, mas se limite até o que não se pode ser feito. Eles com minhas correntes te prenderão fora de suas casas, de suas mentes, de seus corações. Nas noites de sono, eles poderão dormir e sonhar com você inerte do lado de fora. Seu poder se limita na minha presença, oh Garra, quer você queira ou não, onde eu estiver você é obrigado a recuar, a dar lugar ao meu império, que é um império de paz, esperança e fé.
Garra muito se irritou com o nascimento de Brisa, mas nada pode fazer a não ser esperar e ansiar que os seres viventes corpóreos não conheçam Brisa, e ainda hoje, muitos ainda vivem no império da ansiedade sem serem transformados pelo império da paciência, onde a paz, esperança e fé trazem mais sentido do que o tormento da ansiedade.

By Tony Edson

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Fé na Webcam


Ele tinha e ela não tinha, ela pediu e ele riu, ela queria e ele temia, simplesmente um olhar sem saber o que via.
Ela queria ver seus olhos, ele temia ser visto, mas ele olhou...Não conseguia, pois a duvida de quem via dilacerava seus pensamentos, ele ria, olhava para o lado, tentava ser sério, mas não conseguia, afinal não sabia se ela ria, via, falava, ali estava.
Ele se aproximou da webcam, escolheu acreditar que apesar do que do outro lado acontecia e seus revoltar de pensamentos, ele escolheu olhar para webcam.
Atentou seus olhos num tentador questionamento: O que do outro lado ela faz?
Mas escolheu olhar, sem saber os movimentos do outro lado, olhou atentamente. No inicio não conseguia se concentrar atentamente, se distraia, se perdia, se via, mas não olhava como deveria, até que mergulhou no simplesmente olhar. Ele olhou e os segundos que não lhe permitiam olhar perderam lugar a vários momentos somados, vencedores dos míseros segundos, agora ele não conseguia parar de olhar, ele olhava como se sempre olhou, ele olhava como se olhasse nos olhos da que o chamou, ele olhava perdido e encontrado na fé de um olhar, ainda que sem resposta do que seu olhar produzia, do que dizia o outro olhar, ele simplesmente olhou.
Num momento relacional ele cheirou o perfume da fé, num momento cibernético, ele tocou a fé e aprendeu que quando começar a olhar, ainda com todas as dificuldades iniciais vai chegar um momento, mais rápido que poderia imaginar, onde não vai conseguir mais parar de olhar e dar-se-á lugar a canção quase divina “Eu não sei parar de te olhar...”.
Olhe mais um pouco, ainda que sua mente diga que fé é besteira, ainda que violentamente te diga: Não há ninguém te olhando!
Olhe mais um pouco, e verá que não conseguirá parar de olhar para alguém que sorri para você, permitindo que você se conheça com seu olhar que vai além do seu olhar de fé.
A caminhada da vida, de uma verdadeira espiritualidade, sem esse olhar de fé é impossível de ser vivida, e se você deseja olhar Aquele que vai além de nós, olhe para Ele, Ele atentamente olha para você, ainda que você nao veja do outro lado Aquele que apaixonadamente te olha, simplesmente olhe!
by Tony Edson